sábado, 13 de janeiro de 2018

Somos... (Eu, tu, ele, nós, vós, eles).



De que adianta quilos de músculos quando a ponta de um alfinete pode nos sangrar?

Para que serve seu doutorado se o seu lixo vai parar no mar?

E aquela habilitação "E"? De que adianta, quando, na menor fechada de trânsito, te faz descer do carro com um porrete nas mãos?

Falar de ética na política enquanto você passa a perna no troco do supermercado, é fácil, não é?

Criticar a religião dos outros é mais fácil ainda, pois, o "meu Deus" é melhor que o teu!

Tirar foto do prato caríssimo e exibir como um troféu nas redes sociais é mais bonito do que dar um prato de comida a quem tem fome?

Discutir futebol e pôr à prova o tamanho do nosso ego enquanto milhões de pessoas estão lutando para sobreviver no corredor de um hospital, fará o seu time ser campeão de que mesmo?

A vida é um sopro de vento no qual  poderemos passar a qualquer momento!

Que nossa pequenez nos torne grandes quando nos unirmos!

Que nossa fragilidade sirva de espelho para o próximo, e assim, quando nos encontrarmos que possamos enxergar nossa alma refletida no outro!

Que as bombas nucleares sejam substituídas por pequenas doses de amor incondicional e quando lançadas na guerra do "Eu" e do "Meu" possam transformar tudo em "Nós" e "Nosso"!

Namastê.

Marco Aurélio Sassanovicz Cezar
Imagem: denazaret.net

domingo, 7 de janeiro de 2018

Nossa rotina e o Homem das Cavernas




No princípio, quando na Terra a Natureza era pujante, o homem das cavernas não muito alto, mas robusto, era essencialmente carnívoro e dedicava-se com afinco às caçadas de animais na maioria das vezes ferozes. Divertia-se, trabalhando. Embrenhava-se na mata, na época fechada, espinhenta e varava as noites na espreita da fera, geralmente mais forte que ele próprio. Lanhava-se todo, sofria cortes, mordidas e arranhões, mas dominava a presa e, ao cair da tarde, de volta para sua caverna, era recebido carinhosamente por suas amadas. Sim, amadas, pois eram tempos de poligamia. Carneava a caça com presteza, comia a sua parte e após banhar-se nas águas límpidas e frescas de uma fonte cristalina, mergulhava em sono profundo sob o olhar atento de seu harém. E esta era a sua rotina.

Na caverna, não havia mobília e dormia ao rés do chão. As paredes eram lisas e úmidas e os restos de comida ficavam dependurados nas árvores, em lugar seguro, para evitar que um corvo faminto viesse saciar sua fome. Aos vinte e oito anos, entediado, corpo coberto de cicatrizes, transferia seu único patrimônio, as concubinas, para outro guerreiro e procurava uma pedra, no alto de uma coxilha, à sombra de um ingazeiro e esperava a morte chegar. Não a temia, pelo contrário, festejava o seu ocaso, pela certeza do dever cumprido.

Mesmo que na narrativa acima eu tenha fantasiado a história, a rotina desta figura pré-histórica e de hábitos rudimentares representa para muitos, ainda hoje, o modelo de convivência ideal, o homem em harmonia com a Natureza. Entretanto, o homem moderno, em nada lembra o seu ancestral. Ainda que, a própria Natureza conserve seus encantos, o habitat do guerreiro se tornou agressivo, inseguro.

Na esteira do desenvolvimento vieram as inovações tecnológicas. Na Terra de hoje, impera o cinza e o que era lúdico se transformou em uma dura realidade. Para fugirmos do inferno da BR 116, viajamos em pé num trem lotado, não climatizado e barulhento. Para quem tem trabalho, esta é uma rotina. Para quem está desempregado, a rotina é outra: olho nos classificados, bater pernas pela cidade ou amanhecer na porta do CINE, na esperança de ser contratado e já sabendo que terá que pelear até a terceira idade. Elevador pifado, esquecer a senha do banco, apagão elétrico e greve nos serviços essenciais, são apenas atrapalhações da vida.Mães descartando recém nascidos, motoristas bêbados atropelando pedestres, já são consequências da neurose coletiva.Na volta ao lar, ouço que devido ao calorão ventou forte, caiu o sinal da televisão, a Internet está fora do ar.

 Caramba, como era feliz o homem das cavernas!



Anildo Martins da Silva
Imagem: clickpb.com.br 

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Viva 2018!



Desejo que o dia primeiro de janeiro de 2018 seja uma nova porta aberta em sua vida, dando acesso aos caminhos que você irá trilhar:
-Um caminho cheio de novas oportunidades, aguardando pelas suas conquistas;
-Um caminho cheio de futuros amigos, aguardando para serem conquistados;
-Um caminho cheio de luzes apagadas, aguardando para serem acendidas;
-Um caminho cheio de desafios, aguardando para serem ultrapassados;
-Um caminho cheio de esperanças, para você nunca desistir;
- Um caminho cheio de terra fértil, esperando pela sua plantação de amor.
Este é o ano que desejo para você! FELIZ ANO NOVO!

J. G. Ribeiro
Imagem: Meu sonhar

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Natal



É Natal mais uma vez
Surge um solo à sua frente
Pronto pra receber
Dos seus sonhos a semente
Plante e prepare-se
Para muito dele tirar
Em  Amor Alegria e Amizade
De tudo que hoje plantar
Você é sempre responsável
Por aquilo que semear
FELIZ NATAL E ANONO NOVO
Queremos lhe desejar!


J.G.Ribeiro
Imagem:noticias.cancaonova.com


sábado, 9 de dezembro de 2017

Queria deixar-te uma poesia...



Hoje pela manhã olhei para o sol e a luz do dia,
Eles, falaram-me mil maravilhas, em seus raios.
Sua luz me abraçava, seu calor forte me aquecia,
Deram-me bom dia!-Mesmo antes, a eles, desejá-la.


Percebi sobre mim, um manto dourado que me alegrava.
Todo meu ser, sentia-se preenchido e envolto de paz...
A grandeza da bondade me abraçava, sorria e chorava!
E num momento de extremo gozo, abriu-se uma nuvem...


Olhando ao céu, pingos dourados lançaram-se sob meu semblante.
Momento de ternura divina, que lavou meu rosto, tão dividido, de mim.
Mas foi assim: Eu estava em mim, ligado ao infinito, que me cobria,
O infinito, cobria-me. Mas, também estava ligado em mim...


Ao olhar-me para dentro, em reflexão profunda, percebi-me, luz...
O infinito olhar, que despertava ao semelhante, deu-me este brilho.
Meus passos, suaves e leves, a escuridão triste, de outrora, não acordou.
Então cedo acordei, logo percebi, que tu, eras a poesia, que me despertou.



Celso Ferruda- Poeta Marceneiro
Imagem: internet

domingo, 26 de novembro de 2017

Setenta Anos



De ordem do Senhor meu Deus
Fiz aqui minha morada
Pra cumprir os atos meus
Na difícil caminhada

Muitos anos dediquei
Desta vida passageira
Aos filhos que já criei
Ao lado da companheira

Setenta anos vivi
E em todo tempo cresci
Pra poder subexistir

               Continuarei crescendo
Pra continuar vivendo
Até a hora de eu partir

J.G.Ribeiro
Imagem: gardencoourte.com










sábado, 18 de novembro de 2017

Proteção Divina





Ó raça de pouca fé!
Menor que um grão de mostarda
Vosso progresso retarda
Sendo incréus como Tomé

Crede em vosso Anjo da Guarda
Mesmo os crentes em Maomé
O Rabi de Nazaré
Os ampara e os resguarda

Luz das almas afetivas
Resplandece e ilumina
Com lições educativas

O Evangelho vos ensina
Fé nas vossas rogativas
Traz a proteção divina.

W. F. Aquino

Imagem: via Google

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O Tempo



Nada me intriga tanto
Como o tempo;
Nada me importa tão pouco
Como o tempo.
(Antinomia pura!)

Se ninguém me pergunta
Sobre ele,
Eu sei tudo;
Mas se alguém
– Um desavisado –
Porventura me questiona,
Calo-me... posto que nada sei!

Newton, o Isaac, dizia ser
Uma linha reta, distinta do espaço e
Infinita em ambas direções;
Então veio o Einstein, o Albert, e alterou:
- É relativo (relativo?) e consorciado com o espaço.
(Espaço e Tempo, uni-vos!)

O tempo talvez seja uma vela ondulante
Que carrega em seu seio
Os sonhos
(Ou pesadelos, quem sabe?)
De toda a humanidade.

Mas também temo que seja o trem
Que me conduz
Num espaço tempo tão curvado
Que acabará por me deixar
Na pretérita estação
Onde meu avô, e suas malas, repousam.
E então eu o abraço,
E então deixo de existir!

João Paulo da Fontoura
Imagem: obviousmag.org

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

A vida tem dessas coisas...



Ontem tive a "oportunidade" de visitar uma amiga querida que, por suas condições de saúde e a idade avançada, está por ora "vivendo" em uma clínica geriátrica.
Confesso que minha vontade de ir era pouca, pois, já "imaginava" que iria sofrer diante da situação, então minha esposa me convenceu de ir...
Chegando à clínica, fomos muito bem recebidos e logo encaminhados a uma sala "comum" onde todos os que ali estavam internados assistiam à televisão.
Logo ao entrar na sala, cumprimentamos todos com um "boa tarde!"
Alguns poucos retribuíram, outros permaneceram imóveis, com aquele semblante de tristeza.
Então, nos direcionamos para onde nossa "vozinha" estava sentada.
Ela, por sua vez, ficou muito feliz pela nossa presença, mesmo tendo vaga lembrança de quem éramos.
Nossa filha estava a nos acompanhar e conseguiu captar alguns sorrisos meio tímidos de alguns "velhinhos".
Foi então que comecei a prestar atenção em cada um que ali estava, era notável a tristeza, o olhar sem brilho, fixado num horizonte o qual os transportavam a uma "outra dimensão".
A filha de nossa amiga estava junto de sua mãe, com o mesmo amor, carinho e dedicação de sempre, dignos de um respeito imensurável.
Para me distrair um pouco daquele sentimento, falei para a vozinha que ela estava bem e com um semblante ótimo! O que era verdadeiro de minha parte, rimos um pouco e então... ela me sacode com isso...
-Não sei explicar, as vezes me vem uma vontade de chorar que chega doer o meu peito!
Engulo no seco aquela frase, dou uma respirada, olho pra minha esposa que, também foi sacudida e falamos juntos...
-Vó, se tens vontade de chorar... Chore! Não é feio chorar e não faz bem ficar represando isso dentro da senhora!
Nessa hora, quem teve vontade de chorar fui eu!!! Aguentei no osso!
Pensei: "Nossa! como somos imbecis, egoístas, insensíveis diante de nossos caprichos e vontades, me senti um lixo diante de tudo o que estava vivenciando...
Mas aí, chegou um "ser de luz" com um violão na mão, sua esposa e filhinho o acompanhavam.
Sentou-se ao lado de um "vozinho" deu-lhe um beijo no rosto e percebemos que era o seu pai.
Sem demoras, começou a cantar uma música bem "antiga" do "Trio parada dura" e foi mágico o que vi...
Aquelas pessoas que pareciam estarem numa outra dimensão, retornaram ao seus corpos surrados pelo tempo, o olho voltou a brilhar e com um entusiasmo tamanho, começaram a cantar juntos!
Mano do céu, tive vontade de sair porta a fora chorando e sem rumo diante daquilo... Não consigo descrever o sentimento que invadiu o meu ser...
Aquela vontade de logo ir embora, passou, a vida retornou naquela sala, com uma simples música! Foi mágico!!!
Agradeço a Deus e a minha esposa por me proporcionarem este momento de reflexão e crescimento como ser "humano".
No final da visita, tive a honra de cumprimentar aquele rapaz e parabenizá-lo por sua "atitude".
Gostaria muito que vocês pudessem sentir o que eu senti ontem!!!
Compartilhem este relato e ajudem a transformarem "vidas".


Marco Aurélio S Cezar
Foto: do autor

sábado, 7 de outubro de 2017

Um Novo dia


    .
    Que ao acordar para este novo dia,
    Possa abrir seus olhos, para um novo mundo;
    O da sabedoria, o da paz e o da união....
    Que nunca lhe falte vida em seu semblante,
    Em seu olhar, alegria e a prosperidade, brotem e acompanhem-no em cada passo ou situação.
    Que seus passos sejam suaves e suas mãos leves.
    Que suas palavras sejam otimistas e, positiva sua direção.
    Que ao olhar para o céu e vir o sol e as nuvens,
    Somente possa agradecer este renascer.
    Por fim, dizer a Deus: obrigado por estas maravilhas, principalmente pelo dom da vida que lhe deu e Suas gloriosas e infinitas belezas...sem absolutamente nada cobrar.


    Celso Ferruda
    Foto: Suzana Ferreira