sábado, 13 de outubro de 2012

Ah! Como é bom ser criança!



Ah! Como é bom ser criança
Ver a vida como ela é
Andar correr brincar
Fazer tudo o que quiser
Adorar os bichos e as plantas
E deles tudo curtir
Através da curiosidade inata
De ver ouvir e sentir

Ah! Como é bom ser criança
E um lindo brinquedo quebrar
Juntar sem querer os  pedaços
E um novo brinquedo montar
Descobrir que dentro de si
Existe um outro calado
Capaz de montar um brinquedo
Mais belo que aquele quebrado

Ah! Como é bom ser criança
Cobrir-se e despir-se à vontade
Sem que a malícia malvada
Tolha a nossa liberdade
Dormir bem sossegado
Sem ter que à noite pensar
Na hora do dia seguinte
Que vai ter de levantar

Ah! Como é bom ser criança
Brigar bater apanhar
Sem ter guardado rancor
Que lhe faça ao próximo odiar
Imitar sem aos mais velhos
Criticando a sua honradez
Sem saber que um dia na vida
Vai querer ser criança outra vez.


J.G.Ribeiro

Imagem: Google

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domingo, 7 de outubro de 2012

Eu quero a minha paz


Eu quero a minha paz. Eu quero a paz que vem dos ventos. A paz que vem da fúria dos mares. A paz que vem do movimento das árvores na tempestade da floresta. Eu quero a paz que vem dos conventos, dos seminários, dos retiros religiosos. Que vem das escolas, das igrejas e dos mosteiros.
Quero também a paz que vem dos corações humanos. De uma alma em prece. De um Espírito em meditação. Eu quero a paz que vem de Deus.
Eu quero viver a paz que vem de ti, do teu corpo, do teu espírito, do teu amor, do nosso acalanto. Quero a paz que vem da profundeza dos sentimentos. Quero a paz que cintila em teus olhos, na majestosa ondulação dos teus cabelos, no desenho da escultura do teu corpo. Mas quero também a paz que estimula a concórdia, auxilia na união dos povos, propicia amizade entre as pessoas, proporciona sossego, calma e quietação. A paz que traz serenidade se encontra com o silêncio e se completa com o amor.
Quero a paz dos escritores que iluminam os espíritos. Quero a paz pregada por Camões em seus versos. Por Camilo Castelo Branco e Érico Veríssimo em seus romances. Por Jorge Amado em suas histórias do mar. Quero a paz preconizada por pensadores e filósofos, como Malba Tahan, George Sand, Pitágoras e Allan Kardec. Quero a paz de um sonetista como J. G. de Araujo Jorge e de um folclorista como Simões Lopes Neto. Quero ainda viver a paz mística de um Paulo Coelho e a satirizada de um Luis Fernando Veríssimo.
Quando o mundo se livrar das guerras, eliminar a maldade, o ódio, a crueldade, a mentira, a estupidez e a ignorância, quando deixar de existir a angústia, o ciúme, a delação, o desprezo e a desarmonia, então o mundo será melhor, os homens se entenderão e se ajudarão e a humanidade mostrará a sua luz.
então eu viverei em paz. A paz que eu quero. A paz de que eu preciso. A paz que emana da natureza celestial. Quero e quero muito a paz que brota no coração dos seres humanos. Nos corações apaixonados que se nutrem dos sentimentos de ternura.
Quero a paz que tem o sorriso de uma criança. Quero finalmente sentir a paz que exala das pessoas iluminadas, que vieram para este mundo para irradiar e iluminar com o amor todo o planeta terra.
Reinando a paz em todos os corações de todos os habitantes podemos, então, emoldurar o mundo com a bonita frase do grande poeta brasileiro Antonio de Castro Alves, o poeta dos escravos, do navio negreiro e das espumas flutuantes: “ A cabeça que se levanta para o céu e o braço que se abaixa para a terra, voltam-se ambos para Deus.”


Erony Flores

Imagem: Google

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sábado, 29 de setembro de 2012

Zés do Brasil

O ribombar do trovão confundia-se com o grito da mulher em dores de parto. O silêncio que se seguia foi quebrado pelo choro do recém-nascido na busca insistente pelo seio da mãe, quem num fio de voz diz: “Tu vai te chamar José. José, como o pai de Jesus, e como ele, tu vai ser carpinteiro”.
Quatro anos depois, o pequeno menino franzino e desnutrido ganhou as ruas e as sinaleiras, mas o que ganhava mal chegava para alimentar sua mãe e os três irmãos. Do pai nunca soube nem o nome, e por muito tempo achou que se chamava Demo, pois quando sua mãe ficava com raiva, aos gritos dizia:”Venha seu, filho do Demo”.
 O tempo foi passando. As brigas as bebedeiras e as surras se tornaram cada vez mais frequentes. Então, certo dia, José resolveu não mais voltar para o pequeno barraco de telhas furadas, pelas quais ficava olhando as estrelas. A rua se tornou seu novo lar. As pessoas que lhe davam esmolas quando era pequeno, hoje lhe diziam: “Vá criar vergonha nesta cara e arrumar um emprego, moleque”.  
, como era conhecido agora, perambulava pelas ruas. A fome a miséria e o abandono lhe corroíam o estômago, a alma e a esperança. Passou a encontrar conforto para sua fome e abandono no pequeno pedaço de flanela embebido em solvente. Primeiro uma náusea lancinante, depois o riso em gozo de morte, e por fim o sono, durante o qual sonhava com uma bela senhora vestida de azul a lhe estender os braços, mas que não podia alcançar. 
O inverno chegara mais cedo naquele ano. se arrastou até as escadarias da igreja em busca de calor e de conforto para sua solidão, juntando-se a um grupo de meninos que ali se encontravam. A fome e o frio transpassavam seu pequeno corpo, dilacerando sua alma. A imagem de sua mãe e de seus irmãos lhe veio à mente, e ele chorou amargamente. Do alto da cripta da igreja, a imagem da Virgem parecia olhar para ele, que desejou aconchegar-se em seus braços, como o fizera algumas vezes com sua mãe. Agarrou-se a seu pedaço de flanela, mas não sentiu vontade de cheirá-lo. Seus olhos se fixaram na imagem da santa, até perder a noção do tempo. Um estrondo seguido de um clarão na forma de espada penetrou em suas entranhas fazendo seu pequeno corpo rodopiar no ar. Um filete de sangue escorreu pelo canto de sua boca, e seus olhos incrivelmente arregalados, num misto de êxtase e encanto não acreditavam no que viam. Ao seu lado, estava a senhora envolta em seu manto de luz, que o envolvia num longo abraço.

Jandira Weber
Imagem: Google
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sábado, 22 de setembro de 2012

Evidência



Ecologia lembra vida
Escritor lembra leitura
Literatura lembra livro
Livro lembra leitura
Leitura lembra conhecimento
Conhecimento lembra educação
Educação lembra soluções

Helio Rohten
Imagem: Google
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

É proibido chorar


Os males são efêmeros.
Transitórios são os sofrimentos.
Não penses. Não sintas. Não chores.
Pranto nãoque demore.
O bem, o amor, o carinho
Batem à porta de quem quer abrir.
É tempo de amar, é tempo de cantar,
É tempo de saudade,
De carinhos, de risos e felicidade. 
É preciso cantar toda hora
Espantar os “valentesque querem
Velas e choros de nós.
Busca ao vento a ternura e a paz,
Leva para longe a aflição e a dor,
Traze para perto o afago e a luz,
Vive com alegria, paixão e amor.
Levanta bem cedo e corre pelos campos,
Respira o ar pura da fresca manhã,
Apanha uma flor, aspira o perfume,
Grita, e canta, e olha o cardume
De peixes que descem o regato.
Olha para o alto e chama os pássaros,
Desce a colina e os montes
Sobe para ver o além.
Sorri. Ama. Sorri.
Volta de braços abertos cantando,
Vive. Ama. Não chores.
Grita ao mundo, em voz ardente:
É proibido chorar.

                                                                                        
Erony Flores
Imagem: Google
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domingo, 9 de setembro de 2012

A Malícia da Mulher



Sonhadora, dengosa, cheia de manhas.
Astuta faz cativos desde a mais tenra idade.
Caminha com graça, ondulando as cadeiras,
Movendo o corpo por completo com magia,
Com uma enorme aura de feminilidade,
Provocando o imaginário masculino.
Sabe que passa malícia e sensualidade!
Gingando tal dança imaginária com naturalidade,
Às vezes, doce outra, travessa,
Mas sempre mostrando força com sutilidade.
Tem muita manha, astúcia, malícia e esperteza,
É inteligente e ardilosa, mas com muita habilidade,
Confiante transmite elegância e firmeza
De uma forma natural em qualquer idade.
Sabe sorrir e chorar conforme a necessidade.
Quem nunca caiu aos pés deste espécime da humanidade?
Não importa se mãe, irmã, esposa ou namorada,
Todas formosas e encantadoras.
Todas necessárias!
Todas mulheres!

Maria Inês Daudt
Imagem: Google
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Fadas existem


Em homenagem à escritora Marly Leiria.

Os dias de minha infância, como de toda a criança, foram povoados por seres imaginários, entre os quais, pequeninas, graciosas e coloridas fadas que ficavam dançando ao redor da luz ou brincando de esconde-esconde, entre as flores do jardim. Gostava de imaginar que, se desejasse algo com muita vontade, meu pedido se realizaria, mas nem ligava se eles não se concretizassem, pois a alegria estava em recriá-las em minha imaginação a cada dia.

O tempo passou e com ele as fantasias da minha infância. As pequeninas criaturas azuis de varinha de condão nas mãos, que espalhavam de pirilim pim pim sobre meus sonhos, deram lugar a pessoas reais. As fadas de hoje são mulheres simples, comuns, algumas alquebradas pelo peso dos anos, mas que guardam no sorriso e no olhar a alegria e o encantamento de fazer o bem. não ostentam varinhas de condão, e sim agulhas de tricô que tecem com magia e delicadeza a malha que irá aquecer os pequeninos do frio. São seres de luz, mensageiras de paz, cuja missão é levar conforto e esperança com seu abraço aos que sofrem. Como as fadas de minha infância, são silenciosas capazes de andar pelos jardins sem macular o perfume das flores. Invisíveis às lentes da vaidade, perceptíveis somente pelo rastro de luz que deixam na vida daqueles que cruzam seus caminhos.


 Se você ainda não encontrou uma fada assim, preste atenção nos caminhos por onde andar. Aguce seu olhar e verá entre as árvores, azaleias, roseiras e jasmins, uma senhora de cabelos brancos, sentada em um recanto saído da história da Branca de Neve, a tecer sapatinhos de tricô...
Jandira Weber
Imagens: Google
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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

19 Anos de Centro Literário

No dia 23 de agosto, às 11h30min, na sede Social do Orpheu  aconteceu o almoço de confraternização, em comemoração aos 19 anos de fundação do Centro Literário .
Durante o evento, a associada Marly Leiria foi homenageada com um troféu por sua dedicação à entidade.
Seguem algumas passagens fotografadas pelo associado Jacy Ribeiro.


Associados e convidados

Associados e convidados

Associados e convidados

Associados e convidados

Jandira Weber, presidente do Centro Literário

Jandira Weber e Marly Leiria

Marly Leiria, homenageada do dia

Presidente da Sociedade Orpheu

Associados e convidados

Marilene Vargas, ex-presidente do Centro Literário

Maria Inês Daudt,ex-presidente do Centro Literário



domingo, 19 de agosto de 2012

Convite


Prezados amigos e associados do Centro Literário de São Leopoldo:

Convido a todos para participarem do almoço, em comemoração aos 19 anos de fundação do Centro Literário, que acontecerá no dia 23 de agosto, às 11h30min, na sede Social do Orpheu.

Solicito que confirmem presença, até o dia 20 do corrente mês, pelo fone: 99574275 ou pelo e-mail: jandirapsi@gmail.com

Atenciosamente,
Jandira Teresinha Weber
 Presidente

OBS:
As despesas correrão por conta de cada convidado.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Homenagem à artista plástica Eclair Moehlecke

Na tarde de 28 de julho, no Centro Municipal de Eventos de São Leopoldo, na exposição de arte – Memorial de Nossa Senhora, foi realizada homenagem à artista Plástica Eclair Moehlecke pela doação da tela de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade.

Na ocasião, a artista foi agraciada com certificado de Honra ao Mérito pela presidente do Memorial de Nossa Senhora Prof. Iranélci Padilha, pela Comissão Arquidiocesana da Comunicação – PASCOM de Porto Alegre e pela psicóloga Jandira Teresinha Weber, presidente do Centro Literário de São Leopoldo.

Seguem fotos do evento de Charles Dias.

Ary Vanazzi, prefeito municipal, Jandira Weber, presidente do Centro Literário, Eclair Moehleck, artista plástica, Iranélci Padilha, presidente do Memorial de Nossa Senhora e Sejalmo Nery, associado Centro Literário.

Iranélci Padilha, presidente do Memorial de Nossa Senhora, Ary Vanazzi, prefeito municipal,Jandira Weber, presidente do Centro Literário e Eclair Moehleck, artista plástica.