A satisfação de ver mais um trabalho vindo a público mostrava-se no rosto alegre dos participantes e seus amigos que prestigiaram o lançamento da antologia MULHER: Feminino, singular na livraria Noble Book, neste 17 de março, em São Leopoldo. Foi uma tarde de encontros e reencontros num ambiente propício ao saber. As fotos são testemunhas disso.
domingo, 18 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
Convite para Lançamento da Antologia MULHER: Feminino, singular em São Leopoldo
Os 24 participantes da antologia MULHER : Feminino , singular , escritores do Centro Literário de São Leopoldo e da Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos , de Novo , convidam para o lançamento em São Leopoldo.
A pintura da capa da antologia MULHER : Feminino , singular , organizada por Mardilê Friedrich Fabre e apresentada por Ribeiro Pires (editor da Revista Rua Grande , de São Leopoldo), foi gentilmente cedida pela família da artista plástica Ilse Postali Schmidt, a quem agradecemos.
sábado, 3 de março de 2012
Convite para o Lançamento da Antologia MULHER: Feminino, singular
A ALVALES e o Centro Literário de São Leopoldo convidam para o lançamento em Novo Hamburgo da antologia em homenagem à mulher na Galeria Scheffel, às 19h30, dia 6 de março, integrado à Semana da Mulher 2012, de Novo Hamburgo.
Haverá também uma sessão de autógrafos na Livraria Dienstmann, em Novo Hamburgo, dia 8 de março, das 16 às 18h.
Haverá também uma sessão de autógrafos na Livraria Dienstmann, em Novo Hamburgo, dia 8 de março, das 16 às 18h.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Nova Vida
Soam os sinos ,
clamam as vozes ,
brilham as luzes .
É a alegria por uma nova vida
a humildade ,
o perdão ,
a sensatez ,
a honra ,
a dignidade ,
a simplicidade ,
a meiguice ,
a resignação,
a justiça ,
a fé
e o amor .
Mardilê Friedrich Fabre
Imagem:Google
Respeite os direitos autorais.
domingo, 6 de novembro de 2011
A Cabana, de William P. Young
Teço aqui apenas comentários, sem pretensão de esgotar o assunto, sobre A Cabana, de William P. Young, porque me impressionou sua criatividade. Filho de missionários e formado em religião, o autor movimenta-se muito à vontade na trama, concebendo personagens completamente diferentes do que se aprende em qualquer religião.
A história de Mackenzie Allen Philips é narrada com graça, leveza, fluência, vocabulário e imagens apropriadas, riqueza de metáforas, frases bem-encadeadas e grande sensibilidade. Ela me faz refletir sobre questões absorvidas pelo meu imaginário e acredito que das pessoas, cuja discussão está restrita a teólogos e estudiosos das religiões (pelo menos é o que o penso).
Com 13 anos, depois de ser brutalmente castigado pelo pai (bêbado) durante quase dois dias, com uma cinta e versículos da bíblia, Mack sai de casa e nuca mais volta.
Já adulto e casado, um fim de semana leva seus filhos para um acampamento, e sua filha mais moça, Missy, é sequestrada e assassinada em uma cabana.
Uma tristeza infinita toma conta do coração do protagonista, além do complexo de culpa por não ter cuidado o suficiente de sua menina.
Passados quatro anos, ele recebe um bilhete supostamente escrito por Deus, marcando um encontro com ele na cabana, cenário do bárbaro crime que o abalou tão profundamente.
Mesmo desconfiado, ele vai. Primeiro encontra a cabana como a viu no dia em teve certeza da morte da filha. Quando ia embora, a paisagem transforma-se magicamente num lugar maravilhoso. A cabana restaurada. Intrigado, ele volta. Ao abrir a porta, surpreende-se. Depara-se com uma Trindade moderna e humana, que rompe com os estereótipos religiosos Deus se apresenta como uma mulher negra e gorda, que é a cozinheira da casa, cantante, dando boas risadas (lembrei-me de tia Nastácia, só que ela não era tão “enorme”). Mulher, negra e gorda, tipos marginalizados pela sociedade (e não aquele velho severo, de barbas brancas, ditando leis aos homens), dizendo do amor que sente pela humanidade, pedindo confiança nas horas difíceis e amor incondicional.
O Espírito Santo – Sarayu (Vento, conotaria Sopro?) aparece como uma mulher asiática, jardineira, vestindo jeans e blusa colorida, resplandecente. Não é a pomba branca com a qual nos acostumamos a conviver.
Jesus é um homem do Oriente Médio, carpinteiro, tem pouco mais de 30 anos (o único cuja idade foi mencionada, por ter sido homem), vestido como operário, de jeans e camisa xadrez, de feições agradáveis sem ser bonito, que ilumina com os olhos e o sorriso, destilando amor e bondade. Não é europeu, nem bonito, nem branco, nem tem os olhos azuis.
No livro, é flagrante o conhecimento do autor sobre a bíblia, da qual utiliza passagens conhecidas, como Jesus ter caminhado com Mack sobre as águas. Há debates sobre o perdão (“Perdão não é esquecer”), culpa, medo, instituições (igreja), religião, relacionamentos, expectativas, amor, confiança. Dele jorram emoções que se misturam com as que estão vivas no leitor, despertam as que dormem e instigam as quietas.
Depois de ler A Cabana, ficou-me a sensação de que realmente é muito difícil, senão impossível (pelo menos para mim) nos entregarmos a Deus incondicionalmente, sem julgamentos nem questionamentos como também o é vivermos o pleno exercício do “amar o próximo como eu o amei”.
Este encontro mudou Mack, mas quem não mudaria? Então eu me pergunto: como seria um encontro meu com Deus?
Mardilê Friedirch Fabre
Imagem: Google
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domingo, 23 de outubro de 2011
Devaneios
Dedicação
Eu tinha uma vida monótona, até que, numa noite, nos conhecemos por acaso, mas não foi por acaso que nos apaixonamos.
E não foi apenas pelo desejo que me aproximei de ti, e sim porque percebi
a meiguice e a sinceridade em teu olhar.
Agora, juntos, me sinto reconfortado pela tua ternura e a intensidade de teu amor.
Confissão
Naquele momento, seu olhar era profundo e vazio.
Parecia penetrar dentro da minha mente
E eu sentia uma frustração amarga de perdê-la.
Por algum tempo, ela permaneceu segurando minhas mãos
E nessa crescente amargura, percebi que, aos poucos, sua vida era conduzida para o mistério da morte.
Agora sofro por não ter tido a humildade para pedir-lhe perdão nem a ternura para dizer-lhe “também te amo”.
Helio Rohten
Imagens: Google
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domingo, 9 de outubro de 2011
O Último Hendrix
Havia um gosto de despedida naquele conhaque que descia a seco goela abaixo. Escrevia com dificuldade um amontoado de palavras em uma folha sobre a mesa. Ao seu lado aguardavam um revolver com o tambor aberto e uma única bala. Aos seus pés estava Jimi que recebera esse nome por causa do Hendrix. O cão perseguia com os dentes uma pulga que corria pela sua barriga.
Era o fim, e já não havia mais o que escrever. Encarou o revolver e o projétil. Sugestivos. Sabia que tinha apostado alto demais em um jogo perdido, lhe restava soltar as cartas na mesa. Hesitou. Levantou-se e escolheu um vinil a dedo. Escutaria aquelas músicas com o mesmo apreço que um condenado à morte dá ao seu último cigarro. Olhou para Jimi e disse:
- Esse é nosso último Hendrix.
Olhou seu rosto no do banheiro, fragmentado em mil estilhaços. Sua mão não sangrava, mesmo assim enrolou-a com um trapo. Voltou da despensa com uma espécie de gaiola, olhou para o cão tirando suas medidas a olho e atou a gaiola na sua velha moto. Colocou suas poucas roupas em uma mochila. Jogou fora a folha sobre a mesa e com facilidade começou a dar sentido as palavras. Ele derramou sentimentos sobre a folha. Encarou mais uma vez a arma e o projétil. Ainda sugestivos.
Encontrou Jimi na porta com a coleira na boca espanando o chão com o rabo.
- Esse não é um de nossos passeios matinais amigo – disse ele – Mais uma vez fomos golpeados pelo destino e estamos por terra. Só que dessa vez, vou bater a poeira e vou cuspir na cara do destino. Nem que seja sangue, nem que seja a própria vida. Seguirei pelo caminho daqueles que desistiram de se iludir, vou viver flertando com o acaso. Mas estarei por minha conta, parece perigoso, mas pode ser divertido, e você não é obrigado a ir.
O vira-lata batia seu rabo ansioso como se em algum código canino afirmasse que seria muito divertido. O homem sorriu, pois percebera que nunca estivera sozinho. O cão seguiu- o quando ele deixou bater a porta atras de si.
O vento da porta fechando fez a folha voar para o mofo debaixo do armário deixando o revolver e o projétil solitário sobre a mesa. Nas caixas de som, ainda se ouvia a guitarra estridente do último Hendrix.
Fábio Vinicius Monteiro
Imagem: Google
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Felicidade
Hoje me levantei triste, mas pensei na alegria que queria.
Pensei na felicidade que sempre sonhei.
Pensei que precisava acreditar em mim mesmo.
Pensei no valor de um grande amor, para sentir a razão da vida.
Então numa noite seus olhos encontraram os meus.
Agora me sinto recompensado por conhecê-la, e agradeço a Deus
Por me dar o direito à vida.
Helio Rohten
Imagem: Google
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Lançamento do livro MEU AMOR, DEUS E O COSMOS
Em clima de festa e descontração, o associado do Centro Literário Ivan Hoffman lançou, na 26ª Feira do Livro Ramiro Frota Barcelos, seu livro MEU AMOR, DEUS E O COSMOS no dia 11 se setembro.
Seguem fotos do evento.
Seguem fotos do evento.
domingo, 11 de setembro de 2011
Sarau Literário durante a Feira do Livro de São Leopoldo
Ao entardecer do dia 9 de setembro de 2011, na 26ª Feira do Livro Ramiro Frota Barcelos de São Leopoldo, os escriotres do Centro Literário de São Leopoldo reuniram-se no Café Literário para um encontro informal, que resultou num sarau.
Algumas fotos do evento:
Algumas fotos do evento:
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