Vídeo com texto de Celso Ferruda, interpretação de Reginaldo Farias, imagens ilustrativas: Google.
sábado, 22 de outubro de 2016
domingo, 9 de outubro de 2016
Como é bom ser criança!
Ah! Como é bom ser criança,
Ver a vida como ela é,
Andar, correr, brincar,
Fazer tudo o que quiser;
Adorar os bichos e as plantas
E deles tudo curtir,
Através da curiosidade inata
De ver, ouvir e sentir.
Ah! Como é bom ser criança,
Como é bom um brinquedo quebrar,
Juntar, sem querer,os pedaços
E um novo brinquedo montar;
Descobrir que dentro de si
Existe um outro, calado,
Capaz de montar um brinquedo
Mais belo que aquele quebrado.
Ah! Como é bom ser criança,
Cobrir-se e despir-se a vontade,
Sem que a malícia malvada
Tolha a sua liberdade;
Dormir bem sossegado
Sem ter que à noite pensar,
Na hora do dia seguinte
Que vai ter de levantar.
Ah! Como é bom ser criança,
Brigar, bater, apanhar,
Sem ter guardado rancor
Que lhe faça ao próximo odiar;
Imitar, sem dó, aos mais velhos,
Criticando a sua honradez,
Sem saber que um dia, na vida,
Vai querer ser criança outra vez.
J.G.Ribeiro
Imagem:www.inovaclinica.com.br
sábado, 1 de outubro de 2016
Verdades novas
Era sonho ou ficção
A estranha sensação
De flutuar tão suave
Quando de repente acordo
Parecia estar a bordo
De uma grande espaçonave
Logo ao seguinte segundo
Eu visitava outro mundo
Colorido e mais bonito
Observei, colhi provas
Aprendi verdades novas
Naquele azul infinito
Todo ser que lá existe
Não é doente, nem é triste.
Além da constatação
Confirmou-me um mensageiro
Há outro mundo verdadeiro
De que a Terra é imitação
A plena felicidade
Disse-me a Voz da Verdade
Só no bem se perpetua
Desde então fiquei ciente
Que o progresso segue em frente
E que a vida continua.
W. F. Aquino
Imagem:divulgaescritor.com
sábado, 17 de setembro de 2016
Como é bom ser idoso!
Ah! Como é bom ser idoso
Ver a vida como quiser
Andar por onde consegue
E fazer tudo o que puder
Lembrar os sonhos realizados
E deles se orgulhar
Traçar então outros planos
E novos sonhos sonhar
Ah! Como é bom ser idoso
Como é bom com os netos brincar
Lembrar os brinquedos de infância
E a eles tudo ensinar
Descobrir que dentro de si
Ainda existe aquele calado
Capaz de mostrar aos seus netos
Que tudo na vida é guardado
Ah! Como é bom ser idoso
Sentir que ainda tem a vontade
De amar sem limites frustrados
Que lhe tolham a liberdade
Dormir bem sossegado
Sem ter que se preocupar
Com o cedo do dia seguinte
E o transporte que vai precisar
Ah! Como é bom ser idoso
Fazer o que mais lhe agradar
Saber o que não pode comer
Para a vida lhe prolongar
Fazer-se às vezes criança
Tornando sua mente ativa
Sabendo que é bom viver
Em qualquer idade da vida
J.G.Ribeiro
Imagem: www.venturaresidence.com.br
sábado, 10 de setembro de 2016
Em busca da Verdade
No Universo o que acontece
Que renasce ou que perece
Bem como tudo que ocorre
Existe em disco gravado
E pode ser recuperado
Porque no céu nada morre
Quero voar pelos ares
Conhecer novos lugares
Na busca de tal registro
Às gravações ter acesso
Outro desejo confesso
Quero encontrar Jesus Cristo
Aproveitando essa viagem
Solicitar a mensagem
De muitos nobres mentores
Quero copiar no infinito
O grande livro escrito
Pelas almas superiores
Quisera ser bom repórter
Com vontade muito forte
E inspiração celestial
Para trazer a Verdade
Amor e Fraternidade
Do arquivo universal.
W. F. Aquino
Imagem: www.diarioonline.com.br
sábado, 3 de setembro de 2016
Está faltando leitura
Sinto certo desânimo
entre as pessoas com as quais comento as informações
sobre o baixo desempenho de nossos jovens nas provas de redação do ENEM. Poucos
acreditam em recuperação a curto prazo porque os jovens não leem jornais,
livros ou revistas impressos. Penso que não é só por culpa deles.
Creio que o excesso de mídias digitais suprimiu muito rapidamente costumes salutares como a pausa para a leitura, por exemplo, quando podíamos nos divertir com romances açucarados, aventuras e dramas emocionantes. Posso parecer saudosista, mas como eram bons aqueles romances de antigamente, embora adoçados com a cumplicidade da nossa imaginação! Talvez ingênuos demais, contudo criativos e atraentes.
Lembro-me muito bem, com que volúpia eu devorava os romances de Karl May, narrando as aventuras do cacique apache Winnetou. Ou os arrepiantes contos policiais de Sir Arthur Conan Doyle nos quais o mais famoso detetive de todos os tempos, Sherlock Holmes, desvendava crimes escabrosos, como se tudo tivesse acontecido há dois metros do seu nariz. Ambos os autores, fizeram, e fazem ainda hoje, muito sucesso com suas histórias, e é difícil para qualquer amante da boa leitura, aceitar que seus contos são apenas fruto de uma boa criação literária. Durante muitos anos, o endereço do detetive Sherlock Holmes recebeu cartas, tentando contratar os seus eficientes serviços.
Já o romancista alemão, Karl May, escreveu sobre as aventuras dos famosos apaches, contando detalhes sobre a flora e a fauna local, sem jamais ter colocado os pés no território dos guerreiros indígenas. Os tempos são outros, é claro, mas a meu ver, o problema está na troca do protagonismo.
A leitura perdeu terreno no campo do entretenimento. Estamos vivendo a geração smartphone, com consequências diretas nas relações interpessoais, alterando inclusive a própria vivência familiar. Através da Internet, o aluno tem acesso a todo tipo de informação e não precisa copiar nada, o “prato” já vem servido, é só degustar.
O problema é que estarão consumindo coisas prontas sem exercitarem seu potencial de criação e sem o acompanhamento da escola ou de algum professor que possa legitimar o conteúdo assimilado. Por este motivo não me surpreendo com o baixo índice de aprovação nas redações do ENEM. As escolas estão migrando ainda que legitimamente, para as telas com visores coloridos e os alunos usando os modernos equipamentos onde precisam apenas digitar.
Diante desta evolução tecnológica, devemos pensar um novo paradigma educacional, que contemple uma constante evolução do conhecimento, mas com ênfase especial na gramática e na literatura que são matérias que cimentam o caminho para quem quiser mudar de patamar.
Creio que o excesso de mídias digitais suprimiu muito rapidamente costumes salutares como a pausa para a leitura, por exemplo, quando podíamos nos divertir com romances açucarados, aventuras e dramas emocionantes. Posso parecer saudosista, mas como eram bons aqueles romances de antigamente, embora adoçados com a cumplicidade da nossa imaginação! Talvez ingênuos demais, contudo criativos e atraentes.
Lembro-me muito bem, com que volúpia eu devorava os romances de Karl May, narrando as aventuras do cacique apache Winnetou. Ou os arrepiantes contos policiais de Sir Arthur Conan Doyle nos quais o mais famoso detetive de todos os tempos, Sherlock Holmes, desvendava crimes escabrosos, como se tudo tivesse acontecido há dois metros do seu nariz. Ambos os autores, fizeram, e fazem ainda hoje, muito sucesso com suas histórias, e é difícil para qualquer amante da boa leitura, aceitar que seus contos são apenas fruto de uma boa criação literária. Durante muitos anos, o endereço do detetive Sherlock Holmes recebeu cartas, tentando contratar os seus eficientes serviços.
Já o romancista alemão, Karl May, escreveu sobre as aventuras dos famosos apaches, contando detalhes sobre a flora e a fauna local, sem jamais ter colocado os pés no território dos guerreiros indígenas. Os tempos são outros, é claro, mas a meu ver, o problema está na troca do protagonismo.
A leitura perdeu terreno no campo do entretenimento. Estamos vivendo a geração smartphone, com consequências diretas nas relações interpessoais, alterando inclusive a própria vivência familiar. Através da Internet, o aluno tem acesso a todo tipo de informação e não precisa copiar nada, o “prato” já vem servido, é só degustar.
O problema é que estarão consumindo coisas prontas sem exercitarem seu potencial de criação e sem o acompanhamento da escola ou de algum professor que possa legitimar o conteúdo assimilado. Por este motivo não me surpreendo com o baixo índice de aprovação nas redações do ENEM. As escolas estão migrando ainda que legitimamente, para as telas com visores coloridos e os alunos usando os modernos equipamentos onde precisam apenas digitar.
Diante desta evolução tecnológica, devemos pensar um novo paradigma educacional, que contemple uma constante evolução do conhecimento, mas com ênfase especial na gramática e na literatura que são matérias que cimentam o caminho para quem quiser mudar de patamar.
Anildo Martins da Silva
Imagem: leitura.com
(anildoms@yahoo.com.br)
domingo, 14 de agosto de 2016
Vestida de Poemas
Despida estavas, em leito rude, sem amor.
Via-te sonhar, num desfile de glamour.
Teus passos sensuais, revelavam-me tudo.
-Tudo o que querias, era somente vestir-te de poemas.
Via-te sonhar, num desfile de glamour.
Teus passos sensuais, revelavam-me tudo.
-Tudo o que querias, era somente vestir-te de poemas.
Somei minhas palavras com versos em xis,
Encontrei teu mundo, em apenas um "tris..."
Cantei as flores e chamei os poetas a sonhar
-escrevi as estrelas e o céu e, vi-te, emocionar.
Encontrei teu mundo, em apenas um "tris..."
Cantei as flores e chamei os poetas a sonhar
-escrevi as estrelas e o céu e, vi-te, emocionar.
Costurei minhas simples peças, em retalhos, dados...
Doei-os ao poeta, com meus olhos triste e inchados .
Queria deixar-te feliz, com muitos versos carimbados.
Mas o astucioso poeta, já tinha para ti, os versos costurados.
Doei-os ao poeta, com meus olhos triste e inchados .
Queria deixar-te feliz, com muitos versos carimbados.
Mas o astucioso poeta, já tinha para ti, os versos costurados.
Agora vestida de poemas, desfilas teu sublime, encantar.
Tens no coração e na alma, somente um desejo a realizar.
Queres com este poema, no vestido estampado, a eternidade jurar.
E o louco poeta, que costurava versos, em vidas retalhadas, eternamente te amar.
Tens no coração e na alma, somente um desejo a realizar.
Queres com este poema, no vestido estampado, a eternidade jurar.
E o louco poeta, que costurava versos, em vidas retalhadas, eternamente te amar.
Celso
Ferruda ( poeta marceneiro)
Comendador na embaixada da poesia
Comendador na embaixada da poesia
sábado, 6 de agosto de 2016
Flor
Que linda obra de amor
Deus doou à natureza
Pintou-a com realeza
Usando as cores da flor
Lá do alto Deus olhou
Em meio a tantos louvores
E a cada uma das flores
Com Seu perfume tocou
Mas algo ainda faltava
E as abelhas Deus criava
Para o pólen transportar
E num exemplo de amor
Enviou o beija-flor
Pra cada flor oscular
J. G. Ribeiro
Imagem: flores.culturamix.com
domingo, 31 de julho de 2016
O mais doce dos sorrisos
Video com texto de Celso Ferruda, interpretação: Pedro Potiguara Benites, imagens ilustrativas: Google.
domingo, 24 de julho de 2016
A liberdade de abraçar a Fé.
Hoje em dia é muito comum
ouvirmos das pessoas, que “somos o produto de nossas escolhas”. É uma frase um
pouco genérica, mas tem conteúdo. Apesar de que, a mais importante escolha da
minha vida, tenha sido influenciada pelos meus pais, pois nasci católico por opção
deles e na juventude, quando mantive a prática dos seus fundamentos, foi para
não contrariar a tradição da família.
Lembro dos domingo pela manhã, o pai
empertigado, vestindo um terninho surrado, a mãe com a cabeça coberta pelo véu
branco e rendado e nós, seguindo logo atrás, até a igreja, onde ocupávamos a
metade de um banco, isto quando não iam todos os filhos. Portanto, cresci
católico e não protestante, por exemplo.
Ouvia dizer que os protestantes seguiam
a doutrina de um cara que fora excomungado lá pela Idade Média. Mas sobre isto,
eu pouco entendia. Certa vez, até interpelei a minha mãe sobre o assunto, mas
ela não soube me explicar e apenas me disse: É eles lá e nós cá.
E assim foi,
até eu me apaixonar e por uma luterana. A reação em casa não foi das melhores.
E, para os lados dela, tampouco. Tentei uma pausa para pensar, mas pensar o quê?
Alguém aí pode me dizer se já viu ou ouviu dizer que um ser vivente desafiou os
desejos do seu coração e venceu este músculo teimoso. Ele tem aliados poderosos
que tudo veem e não escondem nada em seus relatos.
Assim, decidimos em conjunto,
tocar a vida em frente, aparando as arestas. Nem tanto pra lá, nem tanto pra
cá, pois dizem que no meio está a virtude.
E já se passaram quarenta
anos. E não poderia ser diferente. O coração simboliza o amor e amor, provém de
Deus. O amor é o sentimento que segura uma família, não só os parentes, mas
todos aqueles que amamos e entre os amados, temos católicos e luteranos.
E isso
foi fruto de nossas escolhas. Nossa união, teve respaldo na escolha do
iluminado Martim Lutero, que não estava errado em suas reivindicações, mas foi
vítima da incompreensão. Sua Reforma criou um caminho alternativo para quem
quisesse seguir a Cristo com convicção e não apenas por obediência cega a uma
certa hierarquia.
Quando fiéis luteranos se preparam para comemorar os
quinhentos anos da Reforma, percebemos o quanto ela foi importante para
sedimentação do cristianismo e que jamais deveria ter sido usada para separar
irmãos, amigos ou parentes.
Que a força dos Quinhentos Anos, elimine qualquer
resistência às pessoas de escolherem viver, segundo seus princípios religiosos.
Anildo
Martins da Silva
E-mail:anildoms@yahoo.com.br
Imagem: rainhadetodosospovos.blogspot.com
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